sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pelo sim e pelo não
Antes de ver os resultados dos exames, parou num copo-sujo e pediu um rabo-de-galo.
Seria o início do tratamento.
Ou da comemoração.
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Publicado originalmente nos minimínimos
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bebida,
dos minimínimos,
mesa de bar,
microconto,
miniconto,
prosa
domingo, 26 de julho de 2009
Inesquecível
“...toda vez que eu olho para este menino - tão lindo! - eu me lembro dele, feito um bicho, babando em cima de mim.”
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Publicado originalmente nos minimínimos
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domingo, 19 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Citações Inventadas (2)
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"Dia bom é quando a janta é melhor que o almoço".
(Um cãozinho numa noite de inverno em Paranapiacaba.)
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Pro Santo
Pro-Santo desperdiçava muita bebida naquele boteco. Antes de beber qualquer coisa (até água!) sempre despejava um pouquinho no chão dizendo que era “pro santo”. Ninguém jamais soube o nome do santo ou a origem do hábito.
Num final de ano, começou a beber depois do almoço e acordou de manhã numa maca, com um tubo de soro ligado ao braço. Dois dias depois, estava de volta ao bar. Um pouco hesitante, pediu uma cerveja e serviu um copo. Então, com uma cara triste e reverente, foi até a porta e despejou o resto da bebida na calçada. A cerveja escorreu, espumando, até a sarjeta.
“Ôôô, Pro-Santo! 'Tá maluco, hômi?”
“'Tou em dívida.”
“Fez promessa pra sair logo do hospital?”
“Pior, muito pior. Tomei um monte de soro na veia!”
“E daí?”
“Daí que eu pedi pra dar um pouco de soro pro santo, mas o doutor não deixou. Fiquei devendo. Agora tenho que acertar as contas, né?”
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* publicado originalmente na edição de número 13 da revista Minguante (editado).
Num final de ano, começou a beber depois do almoço e acordou de manhã numa maca, com um tubo de soro ligado ao braço. Dois dias depois, estava de volta ao bar. Um pouco hesitante, pediu uma cerveja e serviu um copo. Então, com uma cara triste e reverente, foi até a porta e despejou o resto da bebida na calçada. A cerveja escorreu, espumando, até a sarjeta.
“Ôôô, Pro-Santo! 'Tá maluco, hômi?”
“'Tou em dívida.”
“Fez promessa pra sair logo do hospital?”
“Pior, muito pior. Tomei um monte de soro na veia!”
“E daí?”
“Daí que eu pedi pra dar um pouco de soro pro santo, mas o doutor não deixou. Fiquei devendo. Agora tenho que acertar as contas, né?”
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* publicado originalmente na edição de número 13 da revista Minguante (editado).
quinta-feira, 4 de junho de 2009
UUU¨¨UU*
Só parou de chorar quando viu que o vovô também não tinha dentes.
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* Publicado originalmente nos minimínimos (título modificado).
...
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inverno,
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prosa
terça-feira, 2 de junho de 2009
Tempo na pele *
estas ruguinhas
injustiçadas
quero-as todas!
são pegadas de sorrisos
ao redor dos olhos
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* publicado originalmente nos minimínimos.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
anotações para um dicionário improvável (4)
silêncio (s.m.) :
- Aquilo que serve, em troca da palavra, para expressar um significado maior;
- Sinal de intimidade entre duas pessoas, quando não é constrangedor, embaraçoso ou forçado;
- Forma frágil de beleza freqüentemente rompida devido à vaidade, ao egoísmo, à arrogância e/ou à necessidade de atenção;
- Paz que muitos buscam (ou acreditam buscar) mas com a qual poucos conseguem conviver.
domingo, 17 de maio de 2009
Três ao cubo*
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e lá vem você
falando do que eu não entendo
a raiz cúbica
de uma árvore genealógica
no ponto de inflexão
de uma metáfora
dançar ao logaritmo de base dois?
melhor seria
um ritmo menos complexo,
mais comum
e com menos nexo
algo assim, de gênio
. . . . . .
. . . . . . (A família Gênio
. . . . . . tem três filhos ilustres:
. . . . . . Hidro, Nitro e Oxi;
. . . . . . todos têm temperamentos
. . . . . . potencialmente explosivos)
. . . . . .
. . . . . .
afinal
com quanto caos
se faz
uma canoa?
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* Feito-de-presente para a Mary, em dezembro do ano passado.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Citações Inventadas (1)
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"Em terra de cego quem tem um olho é zombado, ridicularizado, censurado e tachado de 'pessimista-que-só-pensa-negativo'".
(Fica esta frase atribuída, daqui por diante, a Cassandra de Tróia, para quem, no final das contas, estar certa não serviu de consolo.)
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
fazer o que?
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...meio grogue,
enfim embarco
nesta van filosofia...
(o ônibus do senso comum passou lotado e dizem que hoje não vem outro)
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...meio grogue,
enfim embarco
nesta van filosofia...
(o ônibus do senso comum passou lotado e dizem que hoje não vem outro)
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
seja*

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* Publicado originalmente no Blog de Sete Cabeças, onde
tive a honra de ser convidado do primo Múcio em 12.mar.2009.
tive a honra de ser convidado do primo Múcio em 12.mar.2009.
terça-feira, 10 de março de 2009
---.----> ?
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Sou eu que me sinto sozinho
ou é o mundo que me passa?
Sou eu que levo o caminho
ou é ele que me traça?
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
inho > ão...
.
se caminho é inho
e caminhão é ão
como pode haver
tantos caminhões
em tão poucos caminhos?
as palavras, definitivamente,
não são do tamanho que dizem ser.
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se caminho é inho
e caminhão é ão
como pode haver
tantos caminhões
em tão poucos caminhos?
as palavras, definitivamente,
não são do tamanho que dizem ser.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
WWW
.
.entre nós
.. . . .os
.. . . nós
.. . e nós
.. . . nos
.entre . . gamos
.entre nós
.. . . .os
.. . . nós
.. . e nós
.. . . nos
.entre . . gamos
. . . . . . . . . . (25.mai.2005)
.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Kriptonita
. . . . . . . . . . . Sou forte
. . . . . . . . . . . resisto a tudo
. . . . . . . . . . . mas a você
. . . . . . . . . . . cedo ou tarde
. . . . . . . . . . . sempre cedo
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
clichês*
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Um sábado à tarde, saiu para comprar cigarros.
Um sábado à tarde, saiu para comprar cigarros.
Quando voltou, anos depois, o câncer já estava bastante adiantado.
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* publicado originalmente nos Minimínimos
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* publicado originalmente nos Minimínimos
sábado, 14 de fevereiro de 2009
As duas últimas velas
No sétimo dia acendeu as duas últimas velas e ficou olhando as chamas. Fez uma prece para Santo Humberto e outra para São Gabriel Possenti da Madre Dolorosa (padroeiros, respectivamente, dos caçadores e dos atiradores). Nenhum dos dois contemplava exatamente a situação, mas a combinação foi o mais próximo que conseguiu.
Abriu o estojo e examinou a arma de cano duplo. Montou-a devagar, ligando os gatilhos com a trava improvisada. Puxou a trava e os gatilhos foram acionados ao mesmo tempo. Perfeito. Escolheu dois cartuchos de chumbo grosso, desenhou uma cruz e um coração em cada um e carregou os dois canos.
Sentiu um frio na espinha ao pensar que algo poderia dar errado. Bateu três vezes com os nós dos dedos na madeira da coronha. Respirou fundo, rogou novamente aos santos e colocou os canos da arma na boca.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Imprecisões (quase) definitivas
Precioso:
tudo que é amado
e não é preciso
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****
.
....p r e c i s a m e n t e
. ....r
. . ....e
. . . ....c
............i
............o s
................a
..................m
....................e
......................n
........................t
......................... e
.
sábado, 24 de janeiro de 2009
anotações para um dicionário improvável (3) *
agora (adv.; s.m.): fresta na parede (ou muro) que separa o passado do futuro.
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* Baseado neste outro post.
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* Baseado neste outro post.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
anotações para um dicionário improvável (2)
borboleta (s.f.): flor que aprendeu a voar.
ciclame (tb. ciclamen) (s.m.): borboleta que (sabe-se lá se por capricho ou esquizofrenia) não voa e finge que é uma flor (acreditará?).
rosa (s.f.): uma rosa é uma rosa é uma rosa (Gertrud Stein); flor que não fala, mas o perfume que exala... (Cartola).
flor (s.f.): principal forma de exibicionismo das plantas, aquilo que seria desfilado num fashion week botânico, se tal evento existisse (caso em que deveria durar muito muito mais que uma semana por estação).
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Só lá... *
para Marina Rabelo
o que um rio sentequando invade o mar
nem as águas sabem
até chegarem lá
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* Poema-presente de amigo-secreto-poético que
escrevi para Marina dos Versos deLírios e do
Blog de 7 Cabeças (que promoveu a brincadeira).
sábado, 10 de janeiro de 2009
dizem que é verde
. .
. . . . e
. . . . s
. . . . p
. . . . e
. . . . r
. . . . a . . vã?
. . . . n
. . . . ç . . vão?
. . . . a
. . . . . . . vamos?
. .
. . . . e
. . . . s
. . . . p
. . . . e
. . . . r
. . . . a . . vã?
. . . . n
. . . . ç . . vão?
. . . . a
. . . . . . . vamos?
. .
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
telescópio
assim, de perto
. . . . . . . . . . . . . . tudo parece
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . um pouco mais incerto
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
do humanamente possível
.
esculpidas em pedra ou em palavra
desenhadas em som ou movimento
vida e morte se encontram
na comunhão possível
o mais
é o vazio
entre nós
solidão é ser humano
.
esculpidas em pedra ou em palavra
desenhadas em som ou movimento
vida e morte se encontram
na comunhão possível
o mais
é o vazio
entre nós
solidão é ser humano
.
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