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domingo, 21 de julho de 2013

manuscrito




.

poetas de mãos e dores
.

a mão que escreve
poesia a mão
que escreve poesia


sábado, 27 de março de 2010

Miragem

.
Como não morrer de sede

neste mundo tão seco
se cada vez que te encontro
eu mesmo me perco?
.

quinta-feira, 25 de março de 2010

1972


Uma saudade intransitiva

como um por-do-sol de outono
às margens do Guaíba.

(aos seis anos eu nem sabia o que era solidão)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Só lá... *

para Marina Rabelo
o que um rio sente
quando invade o mar
nem as águas sabem
até chegarem lá
.

__________________________________
* Poema-presente de amigo-secreto-poético que
escrevi para
Marina dos Versos deLírios e do
Blog de 7 Cabeças (que promoveu a brincadeira)
.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

~~~

.
Olha só, que viagem!
As pessoas na lagoa
não se vêem na paisagem.

***

sábado, 22 de novembro de 2008

Sábado


dia de faxina:
colocar o que vai aonde
o gato da casa se esconde
e eu queria estar lá na esquina.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

pedrinha n'água

(um quase-poema, interrompido pela razão e seu péssimo hábito de ficar discutindo, questionando, tentando entender tudo, sistematizar, prever, explicar...)


uma pedrinha n'água
produz ondas
concêntricas
centrífugas
perfeitamente circulares

estas ondas se expandem
outras nascem
do centro exato do círculo
o espaço do oceano
parece mesmo ilimitado

quantas ondas cabem no mar?
e quantas pessoas
cabem no mundo?
e o que acontece quando
não cabem mais?

será que um dia
(no final dos tempos?)
todas as ondas
voltando ao centro
devolverão todas as pedras?

será que o tempo tem um final?

Fico pensando que, no final, o tempo pode se rebobinar, como uma fita de vídeo, lentamente (pois o tempo não há de ter pressa) as coisas todas desacontecendo.

E depois, na re-volta, reacontecendo... (da mesma forma??)

uma onda de tempo
indo e vindo
um meta-tempo
tempo além do tempo

De algum lugar uma resposta: "E quem disse que não é agora que as coisas desacontecem? quem disse que as pedrinhas não caíram do mar para cá e agora estão voltando para o lugar de onde vieram?"

Ora, ora... (respondo, com um certo enfado) se estivessem voltando, as ondas correriam PARA DENTRO, para empurrar as pedrinhas de volta! Não correriam para fora, não é?

"Será?"

Mas não é evidente?
(Tento ser didático, às vezes é preciso explicar.)
Para expulsar a pedra, a água teria que empurrá-la, num movimento de fora para dentro, portanto as ondas teriam que mostrar um movimento correspondente, de fora pra dentro, cen-trí-pe-to.

(Na sensação arrogante de triunfo, mal percebo o golpe de misericórdia se aproximando.)

"...e que tipo de onda aparece quando se TIRA uma pedra da água?"

*CLICK*

***

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

a onda do nada

..................


....................................a onda
................................do nada
.......................a dona
...................da onda
..........a onda
......domada

.....o nada
sem dono

...........seu nada
.............sem sono
..........................sem onda
............................nem nada
.............................................a onda do nada
.....................................................................não é nada
........................................................................................é só onda

e este nada me ronda


***