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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Uma breve história de amor eterno
- Por favor, deixe eu amar você!
- Por que você está me pedindo isso?
- Porque eu já te amo.
- Tá vendo? Não precisa de autorização.
- Meu amor é incondicional e para sempre.
- Tá certo, se você diz...
- Você promete me amar também?
- Não.
- Como não? Por que?
- Eu não preciso mesmo responder isso, né?
- Claro que precisa! Eu te amo, não mereço ser amado em troca?
- Mas seu amor não é incondicional?
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Publicado originalmente no blogue "Manufatura"
(http://manufatura.blogspot.com.br/)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
a temer , o que?
a temer , o que?
a temer, o ovo da serpente:
a temer, a própria traição
a temer, o desprezo dos traídos
a temer, o desprezo dos que compram traidores
a temer, não a morte, que a terra é leve
a temer, não a terra, que é leve e fértil
a temer, a lama.
a temer, nada, senão o próprio medo.
nada a temer, senão o próprio medo.
a temer, o medo.
muito medo a temer.
a temer , o que?
a temer, o ovo da serpente:
a temer, a própria traição
a temer, o desprezo dos traídos
a temer, o desprezo dos que compram traidores
a temer, não a morte, que a terra é leve
a temer, não a terra, que é leve e fértil
a temer, a lama.
a temer, nada, senão o próprio medo.
nada a temer, senão o próprio medo.
a temer, o medo.
muito medo a temer.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Três epitáfios para túmulos de poucas lágrimas
I
"...sempre amou para sempre.
"...sempre amou para sempre.
Para sempre enquanto.
Foi assim todas as vezes
e sempre deixou de ser."
II
"O que foi, nunca deixa de ter sido."
II
"O que foi, nunca deixa de ter sido."
III
"A eternidade cabe em um momento:
O infinito entre zero e um"
quinta-feira, 22 de maio de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
Where have all the bloggers gone?
Após mais tempo do que devia, passeio pelos blogues nos quais, em outros tempos, encontrei a sintonia necessária em um mundo que se desintegra. Conheci blogues de loucos, poetas, sonhadores, muitos perdidos em sua sabedoria às avessas. E havia o meu, que me dava acesso a este grupo tão seleto de blogueiros. Muitos blogues sumiram. Dos restantes, tantos, como os meus, parecem condenados à melancolia do abandono. Os raros comentários nas postagens esparsas são sinais de alento, dizendo aos autores que não estão sós nesta solidão.
Conheci muita gente bacana, as trocas de comentários e idéias semeavam e alimentavam novos escritos, junto com a sensação de pertencer a algo, talvez um exército de quixotes, cetáceos quase extintos, subindo à tona para respirar.
O passeio foi bom e triste.
Admiro e fico feliz por quem segue escrevendo, mesmo na sensação de que ninguém lê. (Afinal, para quem escreve quem escreve?)
Também admiro e compreendo quem desistiu. (Atire a primeira pedra quem nunca.)
Este espaço segue aqui, por enquanto, à míngua de escritos novos, mas marcando a possibilidade da existência, ainda que em estado latente.
domingo, 21 de julho de 2013
manuscrito
.
para o Mucio Góes e M.C. Escher,
poetas de mãos e dores
.
poesia a mão
que escreve poesia
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Intimidade
de um lado, a lua cheia
do outro, o sol poente
ali, a vida alheia
aqui, é só a gente
outros não verão
o outono-inverno
que nos primavera
.
sábado, 16 de janeiro de 2010
sina (tentativa de haicai - 11)
Sob a chuva fina
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
...
chuva,
dos minimínimos,
guilhermino,
haicai,
inverno,
terceto,
verso
quinta-feira, 4 de junho de 2009
UUU¨¨UU*
Só parou de chorar quando viu que o vovô também não tinha dentes.
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* Publicado originalmente nos minimínimos (título modificado).
...
dos minimínimos,
inverno,
microconto,
miniconto,
mínimo,
primavera,
prosa
sábado, 14 de junho de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Singularidade
.
duas alianças
num único dedo
num único dedo
nem singular
nem plural
nem plural
a . s o l i d ã o . é . f r a c t a l
.
.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
outoninvernando
.
vento nos galhos
sopra seco e forte
e as velhas folhas dançam
farfalhantes castanholas
num baile de liberdade
desapegando-se
partindo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . voando
como
fosse
vida
vôo
queda
livre
nada
além
nada
aquém
tudo
vão
agora
o chão
e mais nada.
vento nos galhos
sopra seco e forte
e as velhas folhas dançam
farfalhantes castanholas
num baile de liberdade
desapegando-se
partindo
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . voando
como
fosse
vida
vôo
queda
livre
nada
além
nada
aquém
tudo
vão
agora
o chão
e mais nada.
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