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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

NO MUNDO


Andando pelas ruas
Qualquer canto era um  lar
O teto era azul, cinzento
Ou então cor-de-marquise

piolhos, indiferença,
albergue, surra
fome, violência
sarna, repulsa, cura

Quando as ruas e os dias
os céus e os gramados eram seus
Sempre havia um viralata
Sempre havia um irmão

Familia, tratamentos
Clínica, sabão, água quente
Prozac, Ritalina, unguentos

O teto, sempre a mesma cor
A cama é macia e limpa
E a comida é quente

Mas que saudade da rua!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Quem?


quem vai nos proteger dos nossos anjos protetores

quando quisermos viver

e eles vierem nos poupar as dores?


domingo, 21 de julho de 2013

manuscrito




.

poetas de mãos e dores
.

a mão que escreve
poesia a mão
que escreve poesia


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

retomadas buscas*



Sempre que chovia, e só quando chovia, saía pelas ruas procurando a família.


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* Publicado originalmente nos Minimínimos