.
nada de novo
e o nada
se desmanchando
em algo
velho
de novo
.
________________________
* Publicado originalmente no
Sindicato dos Escritores Baratos
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
tentativa de haicai (7)
.
cheiro de terra molhada:
a doce lembrança
de chuvas passadas
cheiro de terra molhada:
a doce lembrança
de chuvas passadas
(07.abr.2005)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
4 x 6 x 6
.
. . . . . . apesar do que parece
. . . . . . dá um trabalho danado,
. . . . . . chego a dizer uma prece
. . . . . . pra ver se fico inspirado
. . . . . . poesia como prosa
. . . . . . deixando de lado a rima,
. . . . . . margarida pela rosa
. . . . . . e todo trabalho acima
. . . . . . é preciso, mais ainda
. . . . . . escapar do triste fado
. . . . . . de quando o poema finda
. . . . . . parecer tudo orquestrado
. . . . . . temos que fugir do siso,
. . . . . . acabar com toda forma,
. . . . . . além disso, é preciso
. . . . . . não seguir nenhuma norma
. . . . . . a gente faz muito estudo
. . . . . . no mundo contemporâneo
. . . . . . pra escrever, no fim de tudo,
. . . . . . um poema espontâneo.
_____________________________________
Publicado originalmente nos Rascunhos Poéticos
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. . . . . . apesar do que parece
. . . . . . dá um trabalho danado,
. . . . . . chego a dizer uma prece
. . . . . . pra ver se fico inspirado
. . . . . . poesia como prosa
. . . . . . deixando de lado a rima,
. . . . . . margarida pela rosa
. . . . . . e todo trabalho acima
. . . . . . é preciso, mais ainda
. . . . . . escapar do triste fado
. . . . . . de quando o poema finda
. . . . . . parecer tudo orquestrado
. . . . . . temos que fugir do siso,
. . . . . . acabar com toda forma,
. . . . . . além disso, é preciso
. . . . . . não seguir nenhuma norma
. . . . . . a gente faz muito estudo
. . . . . . no mundo contemporâneo
. . . . . . pra escrever, no fim de tudo,
. . . . . . um poema espontâneo.
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Publicado originalmente nos Rascunhos Poéticos
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sábado, 22 de novembro de 2008
Sábado
dia de faxina:
colocar o que vai aonde
o gato da casa se esconde
e eu queria estar lá na esquina.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
^*w*^
. . . . .amor
. . . .de morcego
. . . . é . .cego.
. . . . . mor
. . . .de .o cego,
. . . . . morcego!
. . . . . mor
. . . .de .o
. . . . . morcego,
. . . . .amor!
. . ou:
. . . . . .mor.......ce.
. . . . . :. . . . . . :
. . . . . :. . .de. . .:
. . . . . :. . . . . . :
. . . . . a............go
.
(07.mai.2005)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Sombra a pino*
...os passos pesados, como tivesse as solas pegajosas.
Foi quando viu a sombra, derretida, escorrendo caminhos próprios.
__________________________________________
*editado após a publicação.
Foi quando viu a sombra, derretida, escorrendo caminhos próprios.
__________________________________________
*editado após a publicação.
...
caminho,
conto,
dos minimínimos,
microconto,
miniconto,
mínimo,
sombra
domingo, 19 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
Elementar, meu caro senhor *
.
Quando meu livro está fechado
(ou mesmo aberto)
sem ser lido
não sou
não percebo
o tempo
. . . . . . (se é que passa)
o espaço
. . . . . . (se é que espaça)
portanto, meu senhor
nada posso declarar
acerca dos fatos
daquela noite
que nem sei mesmo
se aconteceu
ou se era noite
mas, se quer mesmo saber
leia o livro
e, por favor,
Quando meu livro está fechado
(ou mesmo aberto)
sem ser lido
não sou
não percebo
o tempo
. . . . . . (se é que passa)
o espaço
. . . . . . (se é que espaça)
portanto, meu senhor
nada posso declarar
acerca dos fatos
daquela noite
que nem sei mesmo
se aconteceu
ou se era noite
mas, se quer mesmo saber
leia o livro
e, por favor,
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Avesso do avesso*
Era de um ateísmo fervoroso.
Até concluir que qualquer coisa
que gere tamanha descrença,
tamanho desprezo, não poderia
simplesmente inexistir.
O novo hábito não lhe caiu mal.
__________________________________________
* publicado originalmente nos minimínimos.
...
conto,
crença,
dos minimínimos,
filosofia,
lógica,
microconto,
paradoxo,
prosa,
religião
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Mesa de bar *
.
I
- ...é um paradoxo, seja lá o que se faça, a ética será ferida. De um lado...
- Quanta besteira! Certo é certo, errado é errado!
- Bah! Tu sempre estragas a discussão! Já íamos tão bem...
II
–... eu pago, faço questão.
–De modo algum! Eu convidei!
–Meio a meio?
–Tá, é justo.
–Ihhh, rapaz...! Esqueci a carteira.
–...eu ia te pedir emprestado para pagar a minha parte...
_______________________________
* publicados originalmente nos minimíminos.
...
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filosofia,
mesa de bar,
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miniconto,
paradoxo,
prosa,
vento,
vida
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Flores para los sueños *
Toda a vida sonhou com uma mulher em meio às flores.
Sempre a mesma, poderia reconhecê-la em qualquer lugar.
Até o dia em que a viu de relance, mas já estavam fechando o caixão.
__________________
* publicado originalmente nos
minimínimos em 31.mai.2008.
...
conto,
dos minimínimos,
flores,
microconto,
miniconto,
prosa,
sonho
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
- - - - - - - *
Era a pessoa mais maravilhosa do mundo.
Nunca mais se viram e ninguém jamais esteve à altura.
__________________
* publicado originalmente nos
minimínimos em 02.ago.2008
...
conto,
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mínimo,
prosa,
solidão
domingo, 20 de julho de 2008
Caverna
(30.mar.2005)
do mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . .
das coisas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
vejo apenas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
as sombras . . . . . . . . . . . . . . . . . .
silenciosas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
intocáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . .
inodoras . . . . . . . . . . . . . . . . . .
o resto . . . . . . . . . . . . . . . . . .
é o que sinto . . . . . . . . . . . . . . . . . .
e não sei dizer . . . . . . . . . . . . . . . . . .
das coisas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
vejo apenas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
as sombras . . . . . . . . . . . . . . . . . .
silenciosas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
intocáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . .
inodoras . . . . . . . . . . . . . . . . . .
o resto . . . . . . . . . . . . . . . . . .
é o que sinto . . . . . . . . . . . . . . . . . .
e não sei dizer . . . . . . . . . . . . . . . . . .
domingo, 22 de junho de 2008
A Vítima
.
— ...a repórter Paloma Bernardo traz mais informações do local. Paloma, é com você.
— Wesley, estamos em frente à residência da família Prudente Feitosa, esperando a chegada de Carlotta Prudente Feitosa, libertada hoje após quatro semanas em cativeiro. Há muito movimento, repórteres, viaturas da polícia e curiosos que esperam ver a sobrinha do senador Prudente Feitosa, seqüestrada há vinte e sete dias. O contato com a família só foi feito dez dias depois. As negociações aconteceram em segredo. A família proibiu a interferência da polícia e da imprensa, aparentemente seguindo determinação dos seqüestradores. Fontes familiares dizem que houve polêmica quanto ao pagamento do resgate milionário. O valor exato é desconhecido, assim como a origem do dinheiro. Segundo informações, o dinheiro foi entregue ontem à noite. Carlotta foi libertada na madrugada de hoje e foi levada à delegacia de seqüestros pela polícia militar. Ela saiu de lá há pouco, acompanhada de familiares. Estão chegando. Vêm escoltados pela polícia. O senador está saindo do carro. Aparecem outros familiares. Finalmente, Carlotta, de óculos escuros, desce do carro. É improvável que faça alguma declaração neste momento. Parece desorientada e é amparada pelo pai. Acena para a multidão e caminha para a casa. A mãe abre a porta, chorando. É emocionante! As duas se abraçam e entram. O senador está se aproximando, talvez faça alguma declaração.
— Senador, como está sua sobrinha após ser vítima deste seqüestro?
— Está abalada, pobrezinha... Esta brutalidade não tem tamanho! Todos nós fomos vítimas! Estamos todos reféns destes bárbaros! Não há segurança com este governo inoperante e incompetente. Vítima é quem paga resgate. Nós fomos roubados! Ela foi apenas refém! Eu que fui a vítima!! É vergonhoso um senador da república ser roubado assim! Eu que fui a vítima!...
— Voltamos ao estúdio para outras informações.
.
— ...a repórter Paloma Bernardo traz mais informações do local. Paloma, é com você.
— Wesley, estamos em frente à residência da família Prudente Feitosa, esperando a chegada de Carlotta Prudente Feitosa, libertada hoje após quatro semanas em cativeiro. Há muito movimento, repórteres, viaturas da polícia e curiosos que esperam ver a sobrinha do senador Prudente Feitosa, seqüestrada há vinte e sete dias. O contato com a família só foi feito dez dias depois. As negociações aconteceram em segredo. A família proibiu a interferência da polícia e da imprensa, aparentemente seguindo determinação dos seqüestradores. Fontes familiares dizem que houve polêmica quanto ao pagamento do resgate milionário. O valor exato é desconhecido, assim como a origem do dinheiro. Segundo informações, o dinheiro foi entregue ontem à noite. Carlotta foi libertada na madrugada de hoje e foi levada à delegacia de seqüestros pela polícia militar. Ela saiu de lá há pouco, acompanhada de familiares. Estão chegando. Vêm escoltados pela polícia. O senador está saindo do carro. Aparecem outros familiares. Finalmente, Carlotta, de óculos escuros, desce do carro. É improvável que faça alguma declaração neste momento. Parece desorientada e é amparada pelo pai. Acena para a multidão e caminha para a casa. A mãe abre a porta, chorando. É emocionante! As duas se abraçam e entram. O senador está se aproximando, talvez faça alguma declaração.
— Senador, como está sua sobrinha após ser vítima deste seqüestro?
— Está abalada, pobrezinha... Esta brutalidade não tem tamanho! Todos nós fomos vítimas! Estamos todos reféns destes bárbaros! Não há segurança com este governo inoperante e incompetente. Vítima é quem paga resgate. Nós fomos roubados! Ela foi apenas refém! Eu que fui a vítima!! É vergonhoso um senador da república ser roubado assim! Eu que fui a vítima!...
— Voltamos ao estúdio para outras informações.
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domingo, 15 de junho de 2008
Um Sólido*
.
Multifacetado
quase esférico
po-li-é-dri-co
as inúmeras faces, como espelhos
multiplicam, deformam, aumentam
em todas
o reflexo
desta
confortável
solidão
_____________________________________________________
* publicado no "Sindicato dos Escritores Baratos" em 10.jan.2008
Multifacetado
quase esférico
po-li-é-dri-co
as inúmeras faces, como espelhos
multiplicam, deformam, aumentam
em todas
o reflexo
desta
confortável
solidão
_____________________________________________________
* publicado no "Sindicato dos Escritores Baratos" em 10.jan.2008
sábado, 14 de junho de 2008
até a uva passa
. . . . . . . . fora de estação
. . . . . . . . o sabor da fruta
. . . . . . . . só que não.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Até o Átomo *
.
divide-se o poema:
estrofes
versos
palavras
fonemas
sílabas
letras
traços
pontos
moléculas de tinta
na trama do papel.
ou então:
bytes
bits
elétrons
partículas
. . . .fundamentais.
divide-se
analisa-se
busca-se
. . . sentido
e perde-se o poema
um poema
. . . . não é uma coisa
poesia
. . . acontece.
_____________________________
* publicado originalmente no
blog "O reverso do verso".
divide-se o poema:
estrofes
versos
palavras
fonemas
sílabas
letras
traços
pontos
moléculas de tinta
na trama do papel.
ou então:
bytes
bits
elétrons
partículas
. . . .fundamentais.
divide-se
analisa-se
busca-se
. . . sentido
e perde-se o poema
um poema
. . . . não é uma coisa
poesia
. . . acontece.
_____________________________
* publicado originalmente no
blog "O reverso do verso".
quarta-feira, 21 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
IMPRESSÃO DIGITAL
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negro de fumo
carbonato
pó de alumínio
c i a n o a c r i l a t o
arcos, presilhas
deltas, verticilos
doze pontos e uma
i d e n t i d a d e
.
negro de fumo
carbonato
pó de alumínio
c i a n o a c r i l a t o
arcos, presilhas
deltas, verticilos
doze pontos e uma
i d e n t i d a d e
.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
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