agora (adv.; s.m.): fresta na parede (ou muro) que separa o passado do futuro.
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* Baseado neste outro post.
sábado, 24 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
anotações para um dicionário improvável (2)
borboleta (s.f.): flor que aprendeu a voar.
ciclame (tb. ciclamen) (s.m.): borboleta que (sabe-se lá se por capricho ou esquizofrenia) não voa e finge que é uma flor (acreditará?).
rosa (s.f.): uma rosa é uma rosa é uma rosa (Gertrud Stein); flor que não fala, mas o perfume que exala... (Cartola).
flor (s.f.): principal forma de exibicionismo das plantas, aquilo que seria desfilado num fashion week botânico, se tal evento existisse (caso em que deveria durar muito muito mais que uma semana por estação).
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Só lá... *
para Marina Rabelo
o que um rio sentequando invade o mar
nem as águas sabem
até chegarem lá
.
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* Poema-presente de amigo-secreto-poético que
escrevi para Marina dos Versos deLírios e do
Blog de 7 Cabeças (que promoveu a brincadeira).
sábado, 10 de janeiro de 2009
dizem que é verde
. .
. . . . e
. . . . s
. . . . p
. . . . e
. . . . r
. . . . a . . vã?
. . . . n
. . . . ç . . vão?
. . . . a
. . . . . . . vamos?
. .
. . . . e
. . . . s
. . . . p
. . . . e
. . . . r
. . . . a . . vã?
. . . . n
. . . . ç . . vão?
. . . . a
. . . . . . . vamos?
. .
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
telescópio
assim, de perto
. . . . . . . . . . . . . . tudo parece
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . um pouco mais incerto
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
do humanamente possível
.
esculpidas em pedra ou em palavra
desenhadas em som ou movimento
vida e morte se encontram
na comunhão possível
o mais
é o vazio
entre nós
solidão é ser humano
.
esculpidas em pedra ou em palavra
desenhadas em som ou movimento
vida e morte se encontram
na comunhão possível
o mais
é o vazio
entre nós
solidão é ser humano
.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
incurável *
Após centenas de exames, todos negativos,
chegou à conclusão que a vida era sua doença terminal.
Sem cura ou tratamento, um dia, morreu.
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* Publicado originalmente nos minimínimos (modificado).
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
...
.
Do alto, tudo tão longe
que não penso, nem existo.
Há palavra sem contexto
sem medo, sem perdão
sem culpa, sem dó, sem ira?
E agora, quem sou eu,
senão o ar que me respira?
.
Do alto, tudo tão longe
que não penso, nem existo.
Há palavra sem contexto
sem medo, sem perdão
sem culpa, sem dó, sem ira?
E agora, quem sou eu,
senão o ar que me respira?
.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Primavera *
Os primeiros passos
fincam raízes no mundo.
As asas vêm depois.
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* Dedicado aos meus pais, que me permitiram ter raízes e asas.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
adiantrasado
por que é que não sentimos
saudades do que seremos,
dos encontros e chegadas
do por-do-Sol que veremos,
do vento que dançará
nas flores que plantaremos?
por que é que a saudade
traz os olhos doloridos
de querer tanto rever
os jacarandás floridos
do quadro em que não se pintam
cheiros, sons e outros sentidos?
e por que nós não podemos
só fechar nossas janelas,
reviver, na solidão
flores, cores, tarantelas
e, quem sabe, recolher
umas flores amarelas?
será o nome incorreto
ou o tempo está errado?
há algum erro de projeto
ou eu que estou adiantado?
vamos logo ao assunto
pergunto, e não me acabrunho
porque é que flor de maio
este ano floriu em junho?
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
anotações para um dicionário improvável (1)
tempo (s.m.): rua de mão única onde é proibido parar e estacionar.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
ainda *
.
nada de novo
e o nada
se desmanchando
em algo
velho
de novo
.
________________________
* Publicado originalmente no
Sindicato dos Escritores Baratos
nada de novo
e o nada
se desmanchando
em algo
velho
de novo
.
________________________
* Publicado originalmente no
Sindicato dos Escritores Baratos
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
tentativa de haicai (7)
.
cheiro de terra molhada:
a doce lembrança
de chuvas passadas
cheiro de terra molhada:
a doce lembrança
de chuvas passadas
(07.abr.2005)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
4 x 6 x 6
.
. . . . . . apesar do que parece
. . . . . . dá um trabalho danado,
. . . . . . chego a dizer uma prece
. . . . . . pra ver se fico inspirado
. . . . . . poesia como prosa
. . . . . . deixando de lado a rima,
. . . . . . margarida pela rosa
. . . . . . e todo trabalho acima
. . . . . . é preciso, mais ainda
. . . . . . escapar do triste fado
. . . . . . de quando o poema finda
. . . . . . parecer tudo orquestrado
. . . . . . temos que fugir do siso,
. . . . . . acabar com toda forma,
. . . . . . além disso, é preciso
. . . . . . não seguir nenhuma norma
. . . . . . a gente faz muito estudo
. . . . . . no mundo contemporâneo
. . . . . . pra escrever, no fim de tudo,
. . . . . . um poema espontâneo.
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Publicado originalmente nos Rascunhos Poéticos
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. . . . . . apesar do que parece
. . . . . . dá um trabalho danado,
. . . . . . chego a dizer uma prece
. . . . . . pra ver se fico inspirado
. . . . . . poesia como prosa
. . . . . . deixando de lado a rima,
. . . . . . margarida pela rosa
. . . . . . e todo trabalho acima
. . . . . . é preciso, mais ainda
. . . . . . escapar do triste fado
. . . . . . de quando o poema finda
. . . . . . parecer tudo orquestrado
. . . . . . temos que fugir do siso,
. . . . . . acabar com toda forma,
. . . . . . além disso, é preciso
. . . . . . não seguir nenhuma norma
. . . . . . a gente faz muito estudo
. . . . . . no mundo contemporâneo
. . . . . . pra escrever, no fim de tudo,
. . . . . . um poema espontâneo.
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Publicado originalmente nos Rascunhos Poéticos
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sábado, 22 de novembro de 2008
Sábado
dia de faxina:
colocar o que vai aonde
o gato da casa se esconde
e eu queria estar lá na esquina.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
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