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o amor platônico é sempre verdadeiro,
até (ou principalmente) quando não é.
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sábado, 13 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Utopia legionária
Ela disse: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."
No dia seguinte, foi embora e nunca mais voltou.
No dia seguinte, foi embora e nunca mais voltou.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
o futuro já era promissor
"Obrigado, obrigado. A melhor coisa que fiz foi nascer. O resto foi consequência,” disse ele, agradecendo os parabéns quando ingressou no ensino fundamental. Hoje é deputado.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
desaforismo 8
É preciso muita coragem para enfrentar o próprio medo.
(...e muita força para encarar a própria fraqueza.)
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Intimidade
de um lado, a lua cheia
do outro, o sol poente
ali, a vida alheia
aqui, é só a gente
outros não verão
o outono-inverno
que nos primavera
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
desaforismo (7)
O verdadeiro cético, o cético radical é também radicalmente honesto. É impossível ser radicalmente cético e desonesto. Por outro lado, o ceticismo seletivo (voltado apenas contra aquilo em que não se acredita a priori) é, por definição, intelectualmente desonesto.
O cético radical (intelectualmente honesto) põe dúvida até sobre a própria dúvida e deixa sempre aberta a possibilidade da fé.
A dúvida cética é radicalmente diferente da fé cega no "não". Duvidar não é negar, é apenas não afirmar. Em última análise, a fé na negativa (ou a negação do que não pode ser demonstrado e, portanto, não pode ser negado) é tão cega e irracional quanto qualquer outro tipo de fé, religiosa ou de outro tipo.
O cético radical (intelectualmente honesto) põe dúvida até sobre a própria dúvida e deixa sempre aberta a possibilidade da fé.
A dúvida cética é radicalmente diferente da fé cega no "não". Duvidar não é negar, é apenas não afirmar. Em última análise, a fé na negativa (ou a negação do que não pode ser demonstrado e, portanto, não pode ser negado) é tão cega e irracional quanto qualquer outro tipo de fé, religiosa ou de outro tipo.
sábado, 27 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
1972
Uma saudade intransitiva
como um por-do-sol de outono
às margens do Guaíba.
(aos seis anos eu nem sabia o que era solidão)
quarta-feira, 24 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Brainstormy-Lines
-Aspirante a escritor, nesta idade? É melhor você se apressar antes que passe de aspirante a inspiração para alguma tragédia ou, pior, alguma comédia bufa escrita por outro.
Finjo que ignoro o cara. Só porque ele fala do outro lado do espelho, acha que pode dizer tudo que pensa? Um dia, ainda o encho de porrada, mas não agora. Nem respondo, porque não gosto de conversar nem de comer enquanto me barbeio. Já me disseram que escritor não tem idade para começar a carreira e que muitos dos grandes começaram tarde.
-Ah, sei... não há idade para se começar a escrever -o desgramado parece que lê pensamentos- mas, já pensou se houver uma idade para se PARAR de escrever? e se você começar a escrever depois da idade em que já devia ter parado? Fico com medo que isto gere um paradoxo, uma dobra no espaço-tempo que possa engolir todo o universo, destruindo tudo que conhecemos e até o que ignoramos...
-Ora, cale-se! digo pro panaca do outro lado do vidro. Lavo o rosto e saio do banheiro, o humor estragado.
De passagem pela cozinha, pego um copo de refresco sabor "Pequi Verde" (é da D-Lite, e eu nem ganho comissão de merchan para escrever isto aqui) e venho pro computador. Escritor tem que ter um copo ou xícara de alguma coisa líquida do lado, faz parte das leis da natureza. E cinzeiros, mesmo que não fume. Como parei de fumar, acendo uns incensos para dar um clima ao escritório e um uso aos cinzeiros. Em meio à fumaça, começo a produzir uma série de "story-lines", sem pensar muito criticamente, bem "brainstorm" mesmo. "Brainstormy-lines". Vamos lá:
1. Anselmo sonha em ser galã de cinema, mas, sendo muito baixo para seu peso e tendo o corpo diminuto em relação à cabeça e esta pequena em relação ao nariz, o ápice de sua carreira foi o papel de pinguim figurante num documentário sobre ursos polares. O papel é cancelado quando o diretor descobre que não há pinguins no ártico e Ancelmu deside entãu tornarce roterista. Para tantu, vai precisar se aufabetisar melór.
2. Nelsoneide sempre desejou ser jogadora profissional de basquete e, para realizar seu sonho, muda-se para Osasco em busca de uma oportunidade no time da financeira Deskobra. Após lutar muito contra o preconceito e a discriminação (querem impedi-la de ser profissional no basquete só porque ela tem 1,47m de estatura média!), acaba desistindo do basquete ao descobrir seu verdadeiro talento: torna-se modelo fotográfico e atriz de comerciais de produtos infantis.
3. Nelsoneide é convidada para trabalhar no filme "Omleth", baseado na peça anônima (que significa "de mesmo nome", explico pro cara do espelho, que não sabe muita coisa) de Guillermo Shakesperm, onde deveria contracenar com Anselmo, que tenta, pela última vez, trabalho como ator. Ele chega a gravar uma cena, no papel de um tucano falante com o qual Omleth trava um duelo verbal, mas a cena é excluída na edição porque a história se passa na Lapônia e não há tucanos no subártico. Assim, Nelsoneide e Anselmo acabam não se conhecendo e perde-se a chance de produzir uma comédia romântica sobre pessoas de baixa estatura média.
4. Niceleide vive em uma cidade pacata. É tudo tão calmo, lá... nada acontece e sua vida não rende nem uma story-line. Decide, então, mudar seu nome para Nelsoneide e se mudar para a cidade grande para tentar a carreira de jogadora profissional de basquete.
Na manhã seguinte, antes de fazer a barba, conto ao cara do espelho sobre as minhas brainstormy-lines.
-Você é doente. Devia procurar ajuda profissional, um psiquiatra, neurologista, terapeuta, os harekrishna, um veterinário, qualquer coisa.
É mais ou menos neste momento que decido deixar a barba crescer.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
o meio e o fim
Após anos em busca de trabalho, tornou-se prospector de vagas em uma agência de empregos.
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* Publicado originalmente nos Minimínimos
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Motoboy
De dia, é acusado por todos de correr demais, fazer manobras perigosas. Irresponsável! dizem.
À noite, só ganha gorjetas quando a pizza chega quentinha e rápido. Então dizem: Que eficiente!
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* Publicado originalmente nos Minimínimos
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
retomadas buscas*
Sempre que chovia, e só quando chovia, saía pelas ruas procurando a família.
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* Publicado originalmente nos Minimínimos
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Imagem fora de lugar
Do alto, os campos, as árvores, os animais, as casas, tudo parece de brinquedo. Entre dois morros, as águas de um rio correm alegremente para longe e tudo é muito distante e muito completo, na amplidão. De longe, estamos dentro da paisagem, porque estamos fora dela, esta imensidão que nos engole como um mapa.
Logo à frente, correndo sobre os trilhos, um trem corta o mundo em norte e sul. Penso, imediatamente, em um zíper, ao mesmo tempo unindo e separando o lugar onde estou dos outros lugares, e o agora dos outros tempos.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A dieta do papai *
“Amor, descobri uma coisa legal para perder peso.”
“Que bom! O que é?”
“Quando eu cozinho, eu como menos, não sei por quê.”
“Sim, querido, quando você cozinha, todo mundo come menos.”
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Avesso
Detestava-o.
Visceralmente.
Ao vê-lo, pensava em esganá-lo, lenta e infinitamente.
Ao ouví-lo, tinha ganas de silenciá-lo a pedradas.
Foi assim, até ele roubar o primeiro beijo.
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* Publicado originalmente nos Minimínimos
sábado, 16 de janeiro de 2010
sina (tentativa de haicai - 11)
Sob a chuva fina
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
teflon
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pular muros não faz liberdade.
não há liberdade alguma na fuga bem-sucedida.
pular muros não faz liberdade.
não há liberdade alguma na fuga bem-sucedida.
liberdade é a desnecessidade da fuga
é a fuga ser impensável, inconcebível, inexistir como conceito.é não haver muros.
quem não está preso ao solo não precisa de asas.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
À ESPREITA *
para Juliana Caribé
olhar atento:
como queria
capturar o momento
em que ali,
na sua frente,
passasse o tempo!
como queria
capturar o momento
em que ali,
na sua frente,
passasse o tempo!
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* Poema-presente de amigo-secreto-poético que escrevi para a Juliana, do blogue entre linhas...
A brincadeira foi promovida pelo Blog de 7 Cabeças.
sábado, 12 de dezembro de 2009
#1
Lembra aquela noite fria em Montmartre?
Éramos três: eu, você e o Sartre.
E, como estava ausente a Simone,
O deuxième sèxe foi number one.
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Publicado originalmente nos minimínimos
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
sin son, sin risa
às vezes falas tão pouco
e dizes tão muito
e eu, um tanto de louco
(e nada de sábio)
só busco um sorriso fortuito
destes teus monossilábios
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Publicado originalmente nos minimínimos.
O título foi modificado após publicação aqui.
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e dizes tão muito
e eu, um tanto de louco
(e nada de sábio)
só busco um sorriso fortuito
destes teus monossilábios
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Publicado originalmente nos minimínimos.
O título foi modificado após publicação aqui.
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domingo, 25 de outubro de 2009
QUEM???
- Alô.
- Alô, quem está falando?
- Com quem a senhora quer falar?
- Quem está falando?
- Fernando? aqui não tem nenhum Fernando, não senhora.
- EU QUERO SABER QUEM ESTÁ FALANDO!!!
- Ah, sou eu, o Jesuíno.
- Escuta, Jesuíno, a Beth está?
- Quem? Anete?
- NÃO, A BETH, BÉÉ-TEE!!
- Ah, não tá, não. A senhora quer deixar recado?
- Tá, diz a ela que a Márcia ligou. Eu ligo de novo depois.
- Quem? Ivone? É para ela ligar?
- NÃO! MÁÁRCIAAA...
- Ah, tá certo, dona Ivone, eu digo, sim. Bom dia pra senhora.
- NÃO!!! NÃO É IVONE, É MÁR...
- tuuu... tuuu... tuuu...
"Beth, a Márcia ligou. Um beijo, Carlos"
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- Alô, quem está falando?
- Com quem a senhora quer falar?
- Quem está falando?
- Fernando? aqui não tem nenhum Fernando, não senhora.
- EU QUERO SABER QUEM ESTÁ FALANDO!!!
- Ah, sou eu, o Jesuíno.
- Escuta, Jesuíno, a Beth está?
- Quem? Anete?
- NÃO, A BETH, BÉÉ-TEE!!
- Ah, não tá, não. A senhora quer deixar recado?
- Tá, diz a ela que a Márcia ligou. Eu ligo de novo depois.
- Quem? Ivone? É para ela ligar?
- NÃO! MÁÁRCIAAA...
- Ah, tá certo, dona Ivone, eu digo, sim. Bom dia pra senhora.
- NÃO!!! NÃO É IVONE, É MÁR...
- tuuu... tuuu... tuuu...
"Beth, a Márcia ligou. Um beijo, Carlos"
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
anotações para um dicionário improvável (5)
loucura (s.f.) :
obs. alguns loucos se dão bem na política, mas estes são verdadeiramente doentes e perigosos.
louco (adj. m.) fem.: louca:
louco manso melancólico é aquele que desistiu de tentar mostrar às outras pessoas a loucura do mundo, e se fecha em sua lucidez, como em um calabouço escuro e triste. Apresentam olhos baços de tristeza e até seu sorriso é triste. É pouco perigoso e o é muito mais para si mesmo do que para a sociedade, podendo até mesmo ser adotado sem perigo por famílias caridosas, para companhia ou pequenos serviços, sem grande perigo. Suas idéias raramente contagiam.
louco manso cínico (ou irônico), é aquele que, após desistir de tentar mostrar a luz aos não-lúcidos, decide usar a luz para o seu próprio bem ou para o bem da humanidade. Olha para o mundo com misericórdia e comiseração, compungido verdadeiramente pela patética condição dos que não vêem o óbvio. Tem a capacidade de, em muitas situações, esconder o próprio sofrimento e solidão com uma capa de humor e socialidade. Sua loucura pode ser contagiosa e pode tornar-se um grande perigo para a sociedade e para si mesmo. Frequentemente são tornados mártires, canonizados ou divinificados, dando então origem a seitas, agremiações e outros movimentos políticos, religiosos, etc. cujos patronos, em vida, seguramente combateriam com fervor. Este paradoxo é a ironia final da loucura cínica.
Seguidores de seitas assim formadas podem obter destaque como sacerdotes, profetas, ou na política (ver obs. em louco, s.m.).
- Estado de lucidez extrema, em que um indivíduo passa a ser um risco para a sua própria convivência social;
- Em termos relativos, tudo aquilo com que um indivíduo auto-denominado como "normal" considera inaceitável no convívio social; paradoxalmente, inclui uma série de atitudes, valores e fatos de foro íntimo (mas sempre alheios);
- Justificativa de caráter político-moralista, coberta com um véu de preocupação com a saúde, para se afastarem indivíduos perfeitamente lúcidos do convívio social;
- Estado em que se postula que um indivíduo se torna um perigo a si mesmo.
obs. alguns loucos se dão bem na política, mas estes são verdadeiramente doentes e perigosos.
louco (adj. m.) fem.: louca:
- diz- se de ato relacionado à loucura ou atribuído a esta em suas cauas ou consequências;
- interessante, curioso, lúcido iluminador de idéias, causador de insights.
louco manso melancólico é aquele que desistiu de tentar mostrar às outras pessoas a loucura do mundo, e se fecha em sua lucidez, como em um calabouço escuro e triste. Apresentam olhos baços de tristeza e até seu sorriso é triste. É pouco perigoso e o é muito mais para si mesmo do que para a sociedade, podendo até mesmo ser adotado sem perigo por famílias caridosas, para companhia ou pequenos serviços, sem grande perigo. Suas idéias raramente contagiam.
louco manso cínico (ou irônico), é aquele que, após desistir de tentar mostrar a luz aos não-lúcidos, decide usar a luz para o seu próprio bem ou para o bem da humanidade. Olha para o mundo com misericórdia e comiseração, compungido verdadeiramente pela patética condição dos que não vêem o óbvio. Tem a capacidade de, em muitas situações, esconder o próprio sofrimento e solidão com uma capa de humor e socialidade. Sua loucura pode ser contagiosa e pode tornar-se um grande perigo para a sociedade e para si mesmo. Frequentemente são tornados mártires, canonizados ou divinificados, dando então origem a seitas, agremiações e outros movimentos políticos, religiosos, etc. cujos patronos, em vida, seguramente combateriam com fervor. Este paradoxo é a ironia final da loucura cínica.
Seguidores de seitas assim formadas podem obter destaque como sacerdotes, profetas, ou na política (ver obs. em louco, s.m.).
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pelo sim e pelo não
Antes de ver os resultados dos exames, parou num copo-sujo e pediu um rabo-de-galo.
Seria o início do tratamento.
Ou da comemoração.
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Publicado originalmente nos minimínimos
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domingo, 26 de julho de 2009
Inesquecível
“...toda vez que eu olho para este menino - tão lindo! - eu me lembro dele, feito um bicho, babando em cima de mim.”
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Publicado originalmente nos minimínimos
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