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Tudo que vejo se vê no espelho.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Imagem fora de lugar
Do alto, os campos, as árvores, os animais, as casas, tudo parece de brinquedo. Entre dois morros, as águas de um rio correm alegremente para longe e tudo é muito distante e muito completo, na amplidão. De longe, estamos dentro da paisagem, porque estamos fora dela, esta imensidão que nos engole como um mapa.
Logo à frente, correndo sobre os trilhos, um trem corta o mundo em norte e sul. Penso, imediatamente, em um zíper, ao mesmo tempo unindo e separando o lugar onde estou dos outros lugares, e o agora dos outros tempos.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A dieta do papai *
“Amor, descobri uma coisa legal para perder peso.”
“Que bom! O que é?”
“Quando eu cozinho, eu como menos, não sei por quê.”
“Sim, querido, quando você cozinha, todo mundo come menos.”
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Avesso
Detestava-o.
Visceralmente.
Ao vê-lo, pensava em esganá-lo, lenta e infinitamente.
Ao ouví-lo, tinha ganas de silenciá-lo a pedradas.
Foi assim, até ele roubar o primeiro beijo.
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* Publicado originalmente nos Minimínimos
sábado, 16 de janeiro de 2010
sina (tentativa de haicai - 11)
Sob a chuva fina
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
também eu vou, lentamente,
seguindo esta sina.
...
chuva,
dos minimínimos,
guilhermino,
haicai,
inverno,
terceto,
verso
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
teflon
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pular muros não faz liberdade.
não há liberdade alguma na fuga bem-sucedida.
pular muros não faz liberdade.
não há liberdade alguma na fuga bem-sucedida.
liberdade é a desnecessidade da fuga
é a fuga ser impensável, inconcebível, inexistir como conceito.é não haver muros.
quem não está preso ao solo não precisa de asas.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
À ESPREITA *
para Juliana Caribé
olhar atento:
como queria
capturar o momento
em que ali,
na sua frente,
passasse o tempo!
como queria
capturar o momento
em que ali,
na sua frente,
passasse o tempo!
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* Poema-presente de amigo-secreto-poético que escrevi para a Juliana, do blogue entre linhas...
A brincadeira foi promovida pelo Blog de 7 Cabeças.
sábado, 12 de dezembro de 2009
#1
Lembra aquela noite fria em Montmartre?
Éramos três: eu, você e o Sartre.
E, como estava ausente a Simone,
O deuxième sèxe foi number one.
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Publicado originalmente nos minimínimos
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
sin son, sin risa
às vezes falas tão pouco
e dizes tão muito
e eu, um tanto de louco
(e nada de sábio)
só busco um sorriso fortuito
destes teus monossilábios
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Publicado originalmente nos minimínimos.
O título foi modificado após publicação aqui.
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e dizes tão muito
e eu, um tanto de louco
(e nada de sábio)
só busco um sorriso fortuito
destes teus monossilábios
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Publicado originalmente nos minimínimos.
O título foi modificado após publicação aqui.
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domingo, 25 de outubro de 2009
QUEM???
- Alô.
- Alô, quem está falando?
- Com quem a senhora quer falar?
- Quem está falando?
- Fernando? aqui não tem nenhum Fernando, não senhora.
- EU QUERO SABER QUEM ESTÁ FALANDO!!!
- Ah, sou eu, o Jesuíno.
- Escuta, Jesuíno, a Beth está?
- Quem? Anete?
- NÃO, A BETH, BÉÉ-TEE!!
- Ah, não tá, não. A senhora quer deixar recado?
- Tá, diz a ela que a Márcia ligou. Eu ligo de novo depois.
- Quem? Ivone? É para ela ligar?
- NÃO! MÁÁRCIAAA...
- Ah, tá certo, dona Ivone, eu digo, sim. Bom dia pra senhora.
- NÃO!!! NÃO É IVONE, É MÁR...
- tuuu... tuuu... tuuu...
"Beth, a Márcia ligou. Um beijo, Carlos"
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- Alô, quem está falando?
- Com quem a senhora quer falar?
- Quem está falando?
- Fernando? aqui não tem nenhum Fernando, não senhora.
- EU QUERO SABER QUEM ESTÁ FALANDO!!!
- Ah, sou eu, o Jesuíno.
- Escuta, Jesuíno, a Beth está?
- Quem? Anete?
- NÃO, A BETH, BÉÉ-TEE!!
- Ah, não tá, não. A senhora quer deixar recado?
- Tá, diz a ela que a Márcia ligou. Eu ligo de novo depois.
- Quem? Ivone? É para ela ligar?
- NÃO! MÁÁRCIAAA...
- Ah, tá certo, dona Ivone, eu digo, sim. Bom dia pra senhora.
- NÃO!!! NÃO É IVONE, É MÁR...
- tuuu... tuuu... tuuu...
"Beth, a Márcia ligou. Um beijo, Carlos"
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
anotações para um dicionário improvável (5)
loucura (s.f.) :
obs. alguns loucos se dão bem na política, mas estes são verdadeiramente doentes e perigosos.
louco (adj. m.) fem.: louca:
louco manso melancólico é aquele que desistiu de tentar mostrar às outras pessoas a loucura do mundo, e se fecha em sua lucidez, como em um calabouço escuro e triste. Apresentam olhos baços de tristeza e até seu sorriso é triste. É pouco perigoso e o é muito mais para si mesmo do que para a sociedade, podendo até mesmo ser adotado sem perigo por famílias caridosas, para companhia ou pequenos serviços, sem grande perigo. Suas idéias raramente contagiam.
louco manso cínico (ou irônico), é aquele que, após desistir de tentar mostrar a luz aos não-lúcidos, decide usar a luz para o seu próprio bem ou para o bem da humanidade. Olha para o mundo com misericórdia e comiseração, compungido verdadeiramente pela patética condição dos que não vêem o óbvio. Tem a capacidade de, em muitas situações, esconder o próprio sofrimento e solidão com uma capa de humor e socialidade. Sua loucura pode ser contagiosa e pode tornar-se um grande perigo para a sociedade e para si mesmo. Frequentemente são tornados mártires, canonizados ou divinificados, dando então origem a seitas, agremiações e outros movimentos políticos, religiosos, etc. cujos patronos, em vida, seguramente combateriam com fervor. Este paradoxo é a ironia final da loucura cínica.
Seguidores de seitas assim formadas podem obter destaque como sacerdotes, profetas, ou na política (ver obs. em louco, s.m.).
- Estado de lucidez extrema, em que um indivíduo passa a ser um risco para a sua própria convivência social;
- Em termos relativos, tudo aquilo com que um indivíduo auto-denominado como "normal" considera inaceitável no convívio social; paradoxalmente, inclui uma série de atitudes, valores e fatos de foro íntimo (mas sempre alheios);
- Justificativa de caráter político-moralista, coberta com um véu de preocupação com a saúde, para se afastarem indivíduos perfeitamente lúcidos do convívio social;
- Estado em que se postula que um indivíduo se torna um perigo a si mesmo.
obs. alguns loucos se dão bem na política, mas estes são verdadeiramente doentes e perigosos.
louco (adj. m.) fem.: louca:
- diz- se de ato relacionado à loucura ou atribuído a esta em suas cauas ou consequências;
- interessante, curioso, lúcido iluminador de idéias, causador de insights.
louco manso melancólico é aquele que desistiu de tentar mostrar às outras pessoas a loucura do mundo, e se fecha em sua lucidez, como em um calabouço escuro e triste. Apresentam olhos baços de tristeza e até seu sorriso é triste. É pouco perigoso e o é muito mais para si mesmo do que para a sociedade, podendo até mesmo ser adotado sem perigo por famílias caridosas, para companhia ou pequenos serviços, sem grande perigo. Suas idéias raramente contagiam.
louco manso cínico (ou irônico), é aquele que, após desistir de tentar mostrar a luz aos não-lúcidos, decide usar a luz para o seu próprio bem ou para o bem da humanidade. Olha para o mundo com misericórdia e comiseração, compungido verdadeiramente pela patética condição dos que não vêem o óbvio. Tem a capacidade de, em muitas situações, esconder o próprio sofrimento e solidão com uma capa de humor e socialidade. Sua loucura pode ser contagiosa e pode tornar-se um grande perigo para a sociedade e para si mesmo. Frequentemente são tornados mártires, canonizados ou divinificados, dando então origem a seitas, agremiações e outros movimentos políticos, religiosos, etc. cujos patronos, em vida, seguramente combateriam com fervor. Este paradoxo é a ironia final da loucura cínica.
Seguidores de seitas assim formadas podem obter destaque como sacerdotes, profetas, ou na política (ver obs. em louco, s.m.).
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Pelo sim e pelo não
Antes de ver os resultados dos exames, parou num copo-sujo e pediu um rabo-de-galo.
Seria o início do tratamento.
Ou da comemoração.
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Publicado originalmente nos minimínimos
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...
bebida,
dos minimínimos,
mesa de bar,
microconto,
miniconto,
prosa
domingo, 26 de julho de 2009
Inesquecível
“...toda vez que eu olho para este menino - tão lindo! - eu me lembro dele, feito um bicho, babando em cima de mim.”
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Publicado originalmente nos minimínimos
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domingo, 19 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Citações Inventadas (2)
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"Dia bom é quando a janta é melhor que o almoço".
(Um cãozinho numa noite de inverno em Paranapiacaba.)
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Pro Santo
Pro-Santo desperdiçava muita bebida naquele boteco. Antes de beber qualquer coisa (até água!) sempre despejava um pouquinho no chão dizendo que era “pro santo”. Ninguém jamais soube o nome do santo ou a origem do hábito.
Num final de ano, começou a beber depois do almoço e acordou de manhã numa maca, com um tubo de soro ligado ao braço. Dois dias depois, estava de volta ao bar. Um pouco hesitante, pediu uma cerveja e serviu um copo. Então, com uma cara triste e reverente, foi até a porta e despejou o resto da bebida na calçada. A cerveja escorreu, espumando, até a sarjeta.
“Ôôô, Pro-Santo! 'Tá maluco, hômi?”
“'Tou em dívida.”
“Fez promessa pra sair logo do hospital?”
“Pior, muito pior. Tomei um monte de soro na veia!”
“E daí?”
“Daí que eu pedi pra dar um pouco de soro pro santo, mas o doutor não deixou. Fiquei devendo. Agora tenho que acertar as contas, né?”
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* publicado originalmente na edição de número 13 da revista Minguante (editado).
Num final de ano, começou a beber depois do almoço e acordou de manhã numa maca, com um tubo de soro ligado ao braço. Dois dias depois, estava de volta ao bar. Um pouco hesitante, pediu uma cerveja e serviu um copo. Então, com uma cara triste e reverente, foi até a porta e despejou o resto da bebida na calçada. A cerveja escorreu, espumando, até a sarjeta.
“Ôôô, Pro-Santo! 'Tá maluco, hômi?”
“'Tou em dívida.”
“Fez promessa pra sair logo do hospital?”
“Pior, muito pior. Tomei um monte de soro na veia!”
“E daí?”
“Daí que eu pedi pra dar um pouco de soro pro santo, mas o doutor não deixou. Fiquei devendo. Agora tenho que acertar as contas, né?”
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* publicado originalmente na edição de número 13 da revista Minguante (editado).
quinta-feira, 4 de junho de 2009
UUU¨¨UU*
Só parou de chorar quando viu que o vovô também não tinha dentes.
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* Publicado originalmente nos minimínimos (título modificado).
...
dos minimínimos,
inverno,
microconto,
miniconto,
mínimo,
primavera,
prosa
terça-feira, 2 de junho de 2009
Tempo na pele *
estas ruguinhas
injustiçadas
quero-as todas!
são pegadas de sorrisos
ao redor dos olhos
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* publicado originalmente nos minimínimos.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
anotações para um dicionário improvável (4)
silêncio (s.m.) :
- Aquilo que serve, em troca da palavra, para expressar um significado maior;
- Sinal de intimidade entre duas pessoas, quando não é constrangedor, embaraçoso ou forçado;
- Forma frágil de beleza freqüentemente rompida devido à vaidade, ao egoísmo, à arrogância e/ou à necessidade de atenção;
- Paz que muitos buscam (ou acreditam buscar) mas com a qual poucos conseguem conviver.
domingo, 17 de maio de 2009
Três ao cubo*
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e lá vem você
falando do que eu não entendo
a raiz cúbica
de uma árvore genealógica
no ponto de inflexão
de uma metáfora
dançar ao logaritmo de base dois?
melhor seria
um ritmo menos complexo,
mais comum
e com menos nexo
algo assim, de gênio
. . . . . .
. . . . . . (A família Gênio
. . . . . . tem três filhos ilustres:
. . . . . . Hidro, Nitro e Oxi;
. . . . . . todos têm temperamentos
. . . . . . potencialmente explosivos)
. . . . . .
. . . . . .
afinal
com quanto caos
se faz
uma canoa?
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* Feito-de-presente para a Mary, em dezembro do ano passado.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Citações Inventadas (1)
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"Em terra de cego quem tem um olho é zombado, ridicularizado, censurado e tachado de 'pessimista-que-só-pensa-negativo'".
(Fica esta frase atribuída, daqui por diante, a Cassandra de Tróia, para quem, no final das contas, estar certa não serviu de consolo.)
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
fazer o que?
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...meio grogue,
enfim embarco
nesta van filosofia...
(o ônibus do senso comum passou lotado e dizem que hoje não vem outro)
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...meio grogue,
enfim embarco
nesta van filosofia...
(o ônibus do senso comum passou lotado e dizem que hoje não vem outro)
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
seja*

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* Publicado originalmente no Blog de Sete Cabeças, onde
tive a honra de ser convidado do primo Múcio em 12.mar.2009.
tive a honra de ser convidado do primo Múcio em 12.mar.2009.
terça-feira, 10 de março de 2009
---.----> ?
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Sou eu que me sinto sozinho
ou é o mundo que me passa?
Sou eu que levo o caminho
ou é ele que me traça?
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sábado, 28 de fevereiro de 2009
inho > ão...
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se caminho é inho
e caminhão é ão
como pode haver
tantos caminhões
em tão poucos caminhos?
as palavras, definitivamente,
não são do tamanho que dizem ser.
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se caminho é inho
e caminhão é ão
como pode haver
tantos caminhões
em tão poucos caminhos?
as palavras, definitivamente,
não são do tamanho que dizem ser.
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